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domingo, 21 de maio de 2017

SEBASTIEN OGIER VENCEU RALI DE PORTUGAL

A derradeira etapa do 50º Vodafone Rali de Portugal era composta por apenas 4 classificativas. A tradicional romaria às serras de Fafe que muitos milhares de adeptos carinhosamente apelidam de “catedral” voltou a marcar presença em força criando um ambiente incomparável de milhares de adeptos que assistiram “in loco” à quinta vitória de Sebastien Ogier no Rali de Portugal.

O ultimo dia não teve grande história entre os homens da frente. Depois de ter sido fortíssimo no dia de ontem, o piloto francês da M-Sport não deixou escapar a oportunidade de carimbar a sua segunda vitória do ano pela marca da oval azul igualando o record de cinco vitórias na prova portuguesa, pertença até agora exclusiva de Marku Alen e reforçando a sua liderança no Campeonato do Mundo.
Thierry Neuville conquistou também um excelente resultado em território nacional levando o seu Hyundai i20 ao segundo posto final. Para o piloto belga, este resultado significa também a ascensão ao segundo posto nas contas do campeonato.
A Hyundai sai de Portugal com motivos para sorrir. Dani Sordo confirmou um resultado conjunto muito bom para o construtor coreano com o piloto espanhol a responder ao imenso apoio espanhol com o terceiro lugar final.
Na quarta posição terminou Ott Tanak. O piloto estónio, que chegou a passar pela liderança do rali, viu-se atrasado depois da quebra de suspensão no exigente troço de Amarante e nesta derradeira etapa concentrou-se sobretudo em não cometer erros apostando tudo na Power Stage que viria a vencer somando 5 preciosos pontos extra para o campeonato.
Do lado da Citroen, este Rali de Portugal revelou uma vez mais que há muito trabalho a fazer. O quinto lugar final de Craig Breen parece um resultado bastante modesto para as aspirações da casa do “double Chevron”, embora para o jovem piloto irlandês, terminar como o melhor representante da marca numa prova tão exigente como é o Rali de Portugal, acabe por ser uma recompensa pela grande evolução que vem demonstrando ao longo do ano.
Também discreta foi a prestação da Toyota. Jari-Matti Latvala seria apenas o nono classificado num rali onde cometeu um erro e capotou na primeira etapa, e viu-se depois a braços com uma indisposição e sintomas de febre que nunca permitiu ao piloto finlandês estar ao seu melhor nível.
Esapekka Lappi teve uma estreia muito positiva ao volante do Yaris WRC rubricando tempos bastante interessantes e conseguindo pontuar na Power Stage. Porém o jovem finlandês não conseguiu melhor que o 10º posto final após o atraso verificado na classificativa de Amarante. 
Desta forma, o melhor da Toyota viria a ser mesmo Juho Hanninen ao levar o seu Yaris ao sétimo posto da geral, logo atrás de Elfyn Evans.
Na WRC 2, este ultimo dia assistiu a um verdadeiro “golpe de teatro” quando na derradeira classificativa do rali, e depois de ter exercido um gigantesco domínio ao longo de todo o rali, Andreas Mikkelsen não evitou capotar o seu Skoda Fabia R5, entregando de bandeja a vitória ao seu colega de equipa Pontus Tidemand. Teemu Suninen, em Ford Fiesta R5 ficou na segunda posição e o italiano Simone Tempestini fechou as contas do pódio levando o seu Citroen DS3 ao terceiro posto. Miguel Campos, navegado por António Costa terminou logo a seguir na quarta posição sendo o melhor português.
Ao volante de um Citroen DS3 R3T, o mexicano Francisco Name inscreveu pela primeira vez este ano o seu nome no quadro de vencedores naquela que foi uma prova de quase sobrevivência para os pequenos carros de 2 rodas motrizes.
A edição de 2017 do Rali de Portugal chegou ao seu termo e o balanço da prova é totalmente positivo. No final do rali, o presidente do Automóvel Clube de Portugal afirmava mesmo que esta foi provavelmente a melhor edição de sempre deste grandioso evento, realçando o fantástico trabalho de todas as entidades envolvidas, a competitividade verificada sobretudo nos dois primeiros dias, mas as palavras com maior simbolismo foram para o muito público com Carlos Barbosa a destacar o comportamento exemplar e a incomparável paixão com que os muitos milhares de adeptos recebem toda a caravana do WRC.
O Campeonato do Mundo de Ralis parte agora rumo ao Mediterrânio, onde de 8 a 11 de Junho terá lugar o Rali da Sardenha.

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