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segunda-feira, 7 de abril de 2014

VODAFONE RALI DE PORTUGAL 2014: O RESCALDO

O Vodafone Rali de Portugal 2014 voltou a ser marcado pelo sucesso. Muito público nas Zonas Espectáculo, condições climatéricas a ajudar e uma excelente lista de participantes abrilhantaram a ronda portuguesa do Mundial de Ralis. Desportivamente, assistiu-se ao já habitual domínio da Volkswagen, mas a prova revelou-se bastante competitiva, demonstrando um bom potencial por parte dos adversários do construtor alemão.

SEBASTIEN OGIER VENCER PELA 4ª VEZ EM PORTUGAL

O piloto francês da Volkswagen demonstrou no Rali de Portugal toda a sua superioridade, obtendo a sua terceira vitória do ano. Após vencer a Super Especial de Lisboa, Ogier iniciou o rali de forma mais comedida deixando no primeiro dia espaço para Dani Sordo, Mikko Hirvonen e Ott Tanak brilharem.
De facto, Sordo colocou o seu Hyundai na liderança do rali nas primeiras classificativas passando depois a ser Mikko Hirvonen e Ott Tanak os pilotos mais rápidos com Hirvonen a terminar o primeiro dia na frente do rali, seguido por Tanak. Ainda nesta etapa, a Volkswagen via Jari-Matti Latvala ficar pelo caminho após despiste, tal como Robert Kubica, Kris Meeke e Elfyn Evans.
A segunda etapa começo sob o signo do domínio Volkswagen e rapidamente Sebastien Ogier chegou à liderança da prova, destronando Hirvonen. Com uma escolha de pneus acertada, o francês campeão do mundo batia no final da etapa o piloto da M-Sport por 38,1 segundos de vantagem enquanto Ott Tanak, que vinha a efectuar um rali surpreendente, acabou fora de estrada com o seu Fiesta WRC bastante maltratado. Mads Ostberg e Dani Sordo surgiam nas posições seguintes.
O último dia do rali, composto por apenas 3 classificativas, viria a ser apenas um mero cumprir de calendário já que as posições da frente estavam totalmente definidas. Ogier confirmou a vitória vencendo igualmente a Power Stage secundado por Jari-Matti Latvala nesta classificativa. Mikko Hirvonen terminou o rali no segundo lugar final, um resultado que traz o piloto finlandês de volta aos excelentes resultados.
Mads Ostberg foi o terceiro classificado final, obtendo igual posição na Power Stage, sendo o melhor representante da Citroen.
Andreas Mikelsen, autor de um rali em crescendo, foi o quarto classificado, beneficiando do azar de Dani Sordo, que abandonou numa ligação com a transmissão do i20 WRC partida. Henning Solberg, a demonstrar um excelente ritmo ao volante do Ford Fiesta WRC privado, terminou no quinto lugar.

NASSER AL-ATTIYAH VENCE WRC 2, BERNARDO SOUSA TERMINA NO 5º POSTO

O piloto do Qatar esteve em luta desde o início com o finlandês Jari Ketomaa tendo este terminado o primeiro dia na liderança depois do domínio de Al-Attiyah. Bernardo Sousa e Hugo Magalhães começaram com um muito bom segundo lugar na Super Especial de Lisboa, mas acabariam por descer algumas posições na classificação devido a inúmeros problemas mecânicos.
Na segunda etapa a luta entre Al-Attiyah e Ketomaa prosseguiu e desta vez seria o piloto do Qatar imposto a sua força no final do dia, depois de ter sido Ketomaa a dominar o rali.
Bernardo Sousa e Hugo Magalhães cumpriram conforme lhes foi possível já que o Fiesta RRC estava bastante afectado ao nível mecânico. Terminaram o dia no 5º posto.
A última etapa serviu para confirmar a supremacia de Nasser Al-Attiyah, embora sem nunca poder baixar os braços, fruto da enorme luta dada por Jari Ketomaa, tendo o piloto da D-Mack terminado o rali a pouco mais de 11 segundos do vencedor.
Pontus Tidemand levou o Ford Fiesta R5 ao 3º lugar, depois de também ter estado numa interessande disputa com o jovem piloto Karl Kruda, 4º classificado no final. Bernardo Sousa e Hugo Magalhães conseguiram terminar o rali no quinto posto.

HAT-TRICK PARA PEDRO MEIRELES NO NACIONAL DE RALIS

Pedro Meireles e Mário Castro confirmaram no Rali de Portugal o bom momento de forma que atravessam e venceram pela terceira vez este ano.
Rui Madeira, acompanhado por Nuno Rodrigues da Silva, foi o piloto mais rápido ao longo da prova e bem se pode queixar da sorte já que, perto do final, um problema electrico levou o Fiesta R5 a entrar em modo de segurança e, aquela que parecia uma vitória mais que certa, terminou num inglório 6º lugar.
Meireles, que esteve sempre em luta com Ricardo Moura, conseguia aguentar os fortes ataques do piloto açoriano concluindo o rali com o melhor resultado possível.
Para Ricardo Moura, o segundo lugar final acabou por ser o resultado possível, já que perto do final do rali, a caixa de velocidades do seu Skoda começou a demonstrar algum "cansaço" não sendo possível lutar pela vitória até ao ultimo metro.
A terceira posição ficou na posse do algarvio Ricardo Teodósio. A "jogar em casa", o piloto do Mitsubishi deu um pontapé nos azares e obteve um excelente resultado, vencendo igualmente o Grupo N, terminando na frente de João Barros e Jorge Henriques.
A dupla da Fribromade sofreu um furo na fase inicial do rali que provocou um grande atraso impedindo Barros de tentar um resultado de maior relevo.
Adruzilo Lopes também não teve a sorte pelo seu lado já que foi forçado a abandonar na derradeira pec, devido à quebra da caixa de velocidades do seu Subaru. Com o abandono de Lopes, Diogo Salvi herdava o quinto posto, posição em que viria a concluir o rali.

JUNIOR WRC E DRIVE D-MACK FIESTA TROPHY EM ESTREIA

As competições acessórias do WRC tiveram em Portugal a sua estreia e revelaram existir muito talento entre os "jovens lobos" que disputaram o rali ao volante dos Citroen DS3 e Ford Fiesta.
Na Junior WRC Alaister Fisher foi o dominador inicial até à classificativa 12, altura em que o francês Stephane Lefebvre, que vinha a rodar muito forte, se aproximou da liderança, conseguindo na classificativa seguinte ascender ao primeiro lugar, depois de Fisher ter perdido neste troço imenso tempo caíndo para 5º, vindo mais tarde a abandonar.
A partir desse momento, Lefebvre limitou-se a segurar a posição até ao final sendo o primeiro vencedor do ano. Christian Riedemann colocou o seu Citroen no segundo lugar e Martin Koci fechou as contas do pódio.
Quanto ao Troféu "Drive D-Mack Fiesta Trophy", a vitória sorriu ao estónio Sander Parn. A competição arrancou com um domínio espanhol sendo José António Suarez e Yeray Lemes os primeiros animadores do rali, demonstrando ambos um andamento "diabólico" mas no final seria Parn a festejar, já que os principais adversários acabariam por sofrer com a dureza da prova, atrasando-se irremediavelmente na classificação.
Sander Parn festejava então a vitória, seguido por Tom Cave enquanto o pódio ficava completo pelo belga Ghislain DeMevius. José António Suarez e Yeray Lemes viriam a terminar nas posições seguintes.

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