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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Retrospectiva 2012: Rali de Portugal

Depois do estrondoso sucesso que foi o WRC Fafe Rally Sprint, a caravana do Mundial rumou ao Algarve para a disputa da edição 2012 do Rali de Portugal.
A edição deste ano apresentava algumas novidades no esquema da prova com a introdução de troços nocturnos, o regresso aos troços de Tavira e uma nova "Power Stage".
A prova abria com a realização da Super Especial de Lisboa e Petter Solberg era o piloto mais rápido partindo para os 3 troços nocturnos na liderança do rali.





Com uma passagem prevista nas classificativas de Gomes Aires, Santa Clara e Ourique na noite do primeiro dia, as surpresas começavam com a desistência de Sebastien Loeb devido a uma saída de estrada. As dificuldades dos pilotos eram imensas, primeiro com o pó e mais tarde com o aparecimento da chuva, deixando os pisos extremamente escorregadios.
Com Loeb impedido de continuar em "Rally 2", o segundo dia do rali iria-se revelar caótico devido ao temporal que se abateu sobre a região de Tavira.





Com as dificeis condições de chuva, lama e muito nevoeiro, os pilotos optavam por um ritmo mais cauteloso mas nem isso impedia que os azares surgissem. Jari-Matti Latvala, Petter Solberg, Ott Tanak, Craig Breen, entre outros, não evitaram saídas de estrada hipotecando desde logo qualquer aspiração a um bom resultado na prova. Quem se isolava no comando era Mikko Hirvonen, com uma condução cautelosa e isenta de erros, bem como de uma escolha acertada de pneus. Atrás de Hirvonen vinham Evgeny Novikov e Mads Ostberg.
Com o estado dos troços e com as condições climatéricas adversas, a organização optou por anular as segundas passagens pelas 3 classificativas que compunham o programa deste segundo dia de prova.





Para o terceiro dia, e depois do descalabro que havia sido a etapa anterior, pouco restava fazer aos concorrentes cimeiros além de cumprir calendário em busca de preciosos pontos. Mikko Hirvonen, isolado na liderança, não cometia erros, e com as escolhas de pneus mais acertadas consolidava a sua vantagem. As duplas passagens por Almodôvar, Vascão e Loulé não trouxe novidades na classificação geral e apenas se destacava o regresso dos pilotos da Ford com a missão de subirem lugares em busca de pontos. Petter Solber acabaria por ser o piloto mais rápido do dia enquanto Latvala via os seus esforços esfumarem-se devido a problemas mecanicos que o voltavam a atrasar. Azarados também estiveram os pilotos da Prodrive. Patrick Sandel não evitou um embate numa árvore enquanto Dani Sordo partia o escape do Mini o que provocou que o habitáculo fosse invadido pelos gases do carro obrigando o piloto espanhol a uma paragem forçada.





Para o ultimo dia, previa-se uma toada calma apenas para segurar posições. No entanto a chuva voltou a baralhar as contas dos pilotos. Mads Ostberg alcançava o segundo lugar por troca com Evgeny Novikov, mas este pilotos ainda iriam passar por um calafrio com problemas mecânicos que quase hipotecavam os resultados dos pilotos.
Dani Sordo vencia a Power Stage, Solberg segurava o 4º lugar enquanto Latvala quedava-se num modesto 14º posto fruto dos problemas sentidos no dia anterior. Desta forma Hirvonen subia ao degrau mais alto do pódio, seguido por Ostbeg e Novikov. Porém, já depois de terminado o rali, eram detectadas irregularidades ao nivel do turbo do Citroen de Hirvonen e o colégio de comissários desclassificou o finlandês, tendo Mads Ostberg sido declarado vencedor do Vodafone Rali de Portugal 2012.






sábado, 4 de agosto de 2012

Retrospectiva 2012 - WRC Fafe Rally Sprint

Passados 11 anos, o regresso às origens. Foi assim a 24 de Março de 2012. Numa iniciativa conjunta do ACP com a Câmara Municipal de Fafe, o WRC regressou à mítica especial da Lameirinha, uma classificativa com história mas sobretudo com tradição e fortes raízes ligadas ao Rali de Portugal.
O WRC Fafe Rally Sprint não foi mais que um "aperitivo" para o verdadeiro Rali de Portugal, que reuniu em cerca de 6 quilómetros da histórica classificativa os principais intervenientes do Campeonato do Mundo de Ralis, bem como os melhores pilotos nacionais.


A expectativa criada era enorme e o evento prometia já com meses de antecedência ser um dia memorável, tal era o entusiasmo gerado em volta dos milhares de adeptos e que se fazia notar sobretudo nas redes sociais. E se assim o prometia, melhor o foi. Com 2 dias de antecedência eram já visíveis as movimentações por toda a classificativa e pouco a pouco os adeptos iam chegando e instalando-se em busca do melhor lugar para ver passar as maquinas, mas também para fazerem parte da história que em breve se iria escrever nas serras de Fafe.


Para quem viveu o dia anterior e sobretudo a ultima noite antes do grande evento, certamente jamais esquecerá o ambiente festivo e quase surreal de milhares de pessoas em plena serra e que perdurou até ao raiar do dia, prolongando-se depois com a aproximação da hora de inicio.
Foram milhares, muitos milhares de adeptos (estimam-se entre 80 a 100 mil espectadores) que ao longo dos 6 quilómetros vibraram com este grande acontecimento, que conviveram como se de uma grande família se tratasse, que contaram histórias  recordaram os gloriosos momentos do Rali de Portugal de outrora naquele mesmo local. Um ambiente indescritível ao qual a própria Michele Moutton não conseguiu ficar indiferente aquando da sua paragem no Confurco, não disfarçando a emoção com lágrimas.





A nível desportivo, com um lote de 30 pilotos presentes, destacavam-se as presenças das equipas oficiais da Citroen com Loeb e Hirvonen, da Ford com Latvala e Solberg e da Mini com Armindo Araújo , bem como da Prodrive com Sordo e Sandell, da M-Sport com Ott Tanak e da Citroen Junior Team  com Al-Attiyah e Neuville, e ainda dos privados Jari Ketomaa e Martin Prokop, todos eles em carros da classe WRC. A estes juntavam-se as presenças de alguns dos melhores pilotos nacionais como Fernando Peres, Miguel Campos ou Ricardo Moura entre outros.






No final das três passagens previstas, Petter Solberg foi o vencedor da prova e Miguel Campos o melhor português, mas mais do que os tempos e as classificações, ficará na memória de todos o espectáculo proporcionado pelos pilotos e o ambiente único apenas possível de acontecer num lugar como a Lameirinha.